sexta-feira, 9 de junho de 2017

Poluição Visual nas Cidades

    Quando falamos em poluição, logo vem à nossa mente a imagem de lixo, poeira, fumaça e acabamos esquecendo que a poluição pode ser visual, sonora, atmosférica, das águas, dos solos, enfim, o meio ambiente é degradado por tantas outras formas de poluição e pouco nos atentamos a isso.
Como é bacana passear pela cidade e ver aqueles outdoors, painéis eletrônicos em LED, aquela faixa de liquidação da loja que você passa em frente e fica de olho nos preços... Pois é, mas esse excesso banaliza o meio ambiente e se chama poluição visual.
E é um tipo de poluição muito presente nas cidades e cada vez mais frequente, que tem ofuscado a beleza dos municípios, pois além de 'competir' com a paisagem urbanística, pois chama muito mais a atenção de cada um de nós, em algumas situações, chega a atrapalhar os condutores de veículos e motos, como é o caso dos painéis eletrônicos, onde somos praticamente obrigados a desviar o olhar, com tanta iluminação quase 'gritando': “olhe pra cá”! Isso já foi motivo de muita discussão entre autoridades municipais, publicitários e ambientalistas, mas solução, até o momento nenhuma.
A consciência ambiental acerca da poluição visual nas cidades precisa ser estudada também pelos poderes públicos, pois a fiação subterrânea (onde cabos de energia elétrica, telefone e TV a cabo ficam abaixo da superfície), já é utilizada nos centros históricos dos principais municípios do país, permitindo a apreciação da beleza dos casarões e ruas antigos, sua arquitetura, o que não é possível quando a fiação é aérea.
A poluição visual agride o meio ambiente urbano e nós, enquanto frequentadores desse ambiente, também sofremos os resultados dessa agressão, seja por meio do excesso de publicidade, da ausência total de consciência política nos períodos eleitorais, da falta de bom senso durante festividades e competições esportivas realizadas nas ruas, onde a quantidade de lixo deixada para trás após o fim do evento é extremamente grande.
A paisagem urbana merece respeito e precisa ser vista, o que seria de nós sem as sinalizações de trânsito, faixas para pedestres, telefones públicos? Até mesmo as espécies de árvores a serem plantadas para compor o meio ambiente urbanístico são específicas. Sim, afinal a paisagem urbana é composta pela soma da paisagem natural e cultural.
Não sejamos utópicos tampouco hipócritas em acreditar que a questão socioambiental, especificamente a poluição visual, será corrigida imediatamente no meio ambiente urbano, mas convém uma reflexão individual, empresarial, dos gestores públicos, no sentido de compreender o quão seremos beneficiados se tivermos consciência ambiental.
Ganha a cidade, ganha o povo, mas, principalmente, o meio ambiente urbano, que menos agredido, fica mais equilibrado.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Fica a dica!



Olá!!! Olha que fofo esse desenho que achei hoje no site Sincronia Ambiental. Hoje comemoramos o dia do Apicultor, aquele profissional que cria abelhas para obtenção de mel, cera, pólen, etc.
Nossos parabéns aos apicultores!!!

Imagem: https://sincroniambiental.wordpress.com/page/2/

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Seu condomínio é verde?

Há alguns anos trocamos nossas moradias em bairros abertos por condomínios fechados, principalmente por questão de segurança, o que nos tornou de certa forma, prisioneiros na própria casa, cercados de grades e segurança 24h, burocracia demasiada para receber uma visita, porém, algo necessário para nosso bem-estar.

Mas diante de tal substituição, não podemos esquecer que os condomínios possuem áreas verdes que devem ser cuidadas pelo seu administrador, mas também, devemos ter consciência ambiental para praticar a preservação e implementar meios sustentáveis que ensinem seus moradores o princípio de educação ambiental.

Interessante começar pela teoria 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Rezudir implica na diminuição da quantidade de lixo produzido, e, consequentemente, da emissão de poluentes produzidos pelo homem no meio ambiente. Reutilizar é reaproveitar algo que seria jogado fora, reutilizando-o. E, por fim, reciclar, que é transformar aquele produto que seria descartado em algo útil.

A primeira mudança pode ocorrer na coleta seletiva, a fim de destinar de forma correta os resíduos sólidos do condomínio (lixo), aprendendo que devemos reduzi-la e por meio da coleta seletiva ele pode ser reciclado, há, no Brasil, condomínios que reciclam as latas de bebidas e refrigerantes o ano todo, e o valor da venda daquele material é utilizado em benefício dele próprio e, ainda, a reutilização, também pode trazer inúmeros benefícios, pois garrafas Pet's podem ser transformadas em assentos nas brinquedotecas e áreas infantis do local, o mobiliário de uso comum pode ser consertado ao invés de descartado, entre tantas outras medidas sustentáveis.

Interessante também a reutilização da água da chuva nos condomínios, que pode ser feita por meio da criação de um sistema de captação, onde diversas caixas de água armazenariam a água da chuva, que seria na lavagem das áreas comuns do condomínio, irrigação do jardim, trazendo uma grande economia nas contas de água.

Outra medida sustentável seria a remessa do boleto do condomínio diretamente no e-mail dos proprietários, afinal a maioria efetua os pagamentos diretamente pela internet, sendo totalmente desnecessário o gasto dispendido com papel e tinta de impressora.

E como últimas sugestões temos as luzes com temporizador para as áreas comuns do condomínio; instalação de medidores individuais de gás e água, pois a ideia do coletivo faz com que muitos utilizem tais serviços de forma desregrada; e, por fim, utilizar de energia solar para aquecer a água do chuveiro, reduzindo assim, o custo com energia elétrica.

Se seu condomínio ainda não for verde (sustentável), interessante estudar, planejar e começar a implantar algumas dessas ideias. O meio ambiente agradece!



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Fica a dica!!!




A coleta seletiva é aquela onde há separação do lixo orgânico daquilo que pode ser reciclado. Para tanto, os coletores são pintados de cores diferentes como os da foto acima, e alguns são mais detalhados, indicando o tipo de material a ser depositado (plástico, papel, vidro metal...).

O lixo orgânico compreende os restos de origem animal ou vegetal. É o lixo caseiro...que provoca mau cheiro, prolifera bactérias e por isso deve ser encaminhado ao aterro sanitário para que seja feito o correto gerenciamento. Ele pode até ser usado para fabricar adubos orgânicos. 

O lixo reciclável transformado pode  virar de papel à camisa da Seleção Brasileira utilizada na Copa de 2014. 

Fica a dica!






segunda-feira, 8 de maio de 2017

Arborização urbana

Em cidades quentes como Cuiabá é muito bom poder parar à sombra de uma árvore para uma pausa não é?
E você sabia que a arborização urbana não é composta somente das árvores nas calçadas? Ela compreende àquelas que encontramos nos parques da cidade, nas praças, no jardim de uma casa, enfim, em toda a extensão de cada município brasileiro.
A diferença é que as que estão no seu terreno são privadas, você é quem planta e cuida e as dos espaços comuns da população são públicas, a administração municipal é quem tem o dever de zelar por elas.
A finalidade da arborização urbana é reduzir o impacto causado pelas ilhas de calor que são formadas devido ao excesso de construções (concretos) nas cidades, melhorando assim a qualidade do ar que respiramos.
E para que isso ocorra, os órgãos públicos não podem sair plantando por aí sem qualquer planejamento. Algumas regras precisam ser obedecidas.
Devem ser observados espaços mínimos de 1,20m para que o pedestre possa circular, as árvores de pequeno porte poderão ser plantadas em calçadas com largura entre um metro e meio e dois metros, de médio porte entre dois e quatro metros e de grande porte somente em calçadas com largura superior a três metros.
Mas como saber se a árvore tem pequeno, médio ou grande porte? De acordo com a altura que aquela espécie venha a atingir. Serão de pequeno porte as árvores que crescem de três a cinco metros de altura; médio porte as compreendidas entre seis e dez metros de altura e grande porte àquelas acima de quinze metros de altura.
As mudas devem ser plantadas a pelo menos meio metro do meio-fio e a distância entre as árvores deve ser de cinco metros entre as árvores de pequeno porte, de oito metros as de médio e doze metros a de grande porte.
E as espécies? Primeiro devem ser observadas as espécies nativas da região, que devem compor 80% (oitenta por cento) do plantio e na sequência analisar quais as mais adequadas ao clima local, para depois decidir, entre elas, a mais adequada para o plantio.
Se plantada em áreas com rede de energia, TV a cabo ou rede e água e esgoto, deverão ser escolhidas as de pequeno porte e de acordo com o Decreto 5144/2012, da Prefeitura Municipal de Cuiabá, as espécies mais apropriadas são: acerola, pitanga, estremosa, ipê-branco, manacá, hibisco, entre tantas outras.
Em calçadas onde não hajam tais redes e com largura para as de médio ou grande porte podem ser plantadas jacarandá-caroba, ipê-amarelo, ipê-roxo, oiti (o campeão de plantação em Cuiabá) e muitas outras.
Considerando que esse tema daria um verdadeiro tratado, tantas as peculiaridades que devem ser consideradas em relação à arborização urbana, vamos finalizar esclarecendo que para um particular podar ou cortar as árvores públicas, deve ser requerida autorização da prefeitura, sob pena de responder civil, penal e administrativamente. A exceção é em casos de situação de risco, quando poderá ser solicitada a poda ou corte ao Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Portanto, respeitada a arborização urbana pelos entes públicos e pelo cidadão que possui árvores em sua residência, estaremos ganhando em qualidade no ar que respiramos, afinal não são só os benefícios estéticos, mas também ecológicos e até mesmo sociais que passaremos a usufruir.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fica a dica!


     Simmmm...somos um dos países que mais consomem água no mundo! 
     Consumimos diariamente 49,6 litros de água.            Considerando que  todo o planeta Terra tem somente 2,7% de água doce disponível e 67,5% dessa água doce são geleiras...
    Considerando que em 2011 já éramos mais de 7 bilhões de habitantes...
     Considerando que desperdiçamos de 50 a 70% de água todos os dias e olha que o Brasil detém 12% da água doce do mundo...
     Você acha mesmo que esse bem é infinito???
    Façamos nossa parte: vamos nos conscientizar e preservar a água!! 
     O meio ambiente agradece!!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vida descartável: o consumismo no meio ambiente urbano

Estragou? Joga fora! Esse é o lema da sociedade atual, onde nada mais se conserta, o consumismo tomou conta não só dos grandes centros, mas também das cidades pequenas, onde os objetos sonhados outrora e adquiridos com nosso labor são descartados facilmente, pois a cultura do “restauro” aos poucos foi sumindo, dando lugar à uma busca desenfreada pelo novo, pelo melhor e pelo dispêndio.
Nossas crianças não se conformam mais em ganhar como presentes carrinhos de rolimãs, piões, bilboquês, entre outros, porque aquilo nunca acaba, e se não tiver fim, não poderá dizer que 'precisa' de outro brinquedo porque aquele quebrou.
Interessante analisar como tais passatempos deram lugar à era digital, onde uma criança de 7 anos quer seu primeiro aparelho celular e não aquela tão sonhada boneca estadunidense famosa no mundo inteiro ou, se menino, aquele carrinho de controle remoto ou seu super-herói com articulações (uau, isso já foi o máximo!).
Esse consumismo é ensinado e praticado diariamente por todos nós, que queremos o celular da última geração, o notebook mais rápido do planeta, o jogo onde você se diverte sem sequer tocar em algum controle, a roupa daquela coleção lançada em Milão, a jóia do ano.
O descartável se tornou mais legal, pois trata-se de renovação constante, seja no seu guarda-roupas ou sua tecnologia, e ele está sendo repassado geração a geração, aumentando ainda mais a quantidade de escravos do consumismo no meio ambiente urbano.
Esses hábitos consumistas aumentam junto com a nossa idade e até que cheguemos à velhice, já teremos produzido uma quantidade de lixo absurda, pois a média diária de lixo gerado por cada brasileiro é de 1 kg e a expectativa de vida do brasileiro é de 75,2 anos, tornando-se a nossa trajetória não uma biografia mas sim um desastre ambiental urbano.
A vida não deve ser descartável a esse ponto! Mais consciência ambiental, menos produção de lixo e que tal começar por uma redução no consumismo?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Fica a dica!!!

Antes de sair por aí culpando os macacos pela transmissão da febre amarela, saibam que especialistas explicaram que:
"Quando esses macacos começam a adoecer é uma sirene que está sendo ligada chamando a atenção da população e das autoridades em geral de que naquele espaço onde convivem esses macacos algo estranho está acontecendo. Neste sentido, eles são nossos amigos, nosso protetores. Nunca é demais lembrar que o vírus é transmitido pelo mosquito. Tanto no ambiente silvestre quanto em um ambiente urbano. Não há a transmissão direta de um animal doente ou de uma pessoa doente para outro animal ou para outra pessoa", afirmou Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Vamos aprender e corrigir essa informação.

Fica a dica!!!

Fonte: G1

terça-feira, 25 de abril de 2017

Prêmio Nacional da Biodiversidade


Foram divulgados ontem os 17 trabalhos finalistas do Prêmio Nacional da Biodiversidade.

A votação eletrônica começa no próximo dia 02/05 e a cerimônia de entrega ocorrerá em Brasília dia 22/05 - Dia Internacional da Biodiversidade. 

Para maiores informações acesse o link abaixo:

http://www.mma.gov.br/biodiversidade/premionacionaldabiodiversidade



A qualidade de vida no meio ambiente do trabalho

A qualidade de vida no meio ambiente do trabalho é tema pouco difundido nos órgãos públicos, embora sua existência seja datada da segunda metade do século XVIII, quando começaram a ser formadas as sociedades de massa e estas enxergaram o quão degradante estava o ambiente de um trabalhador, sem qualquer direito preservado, servindo apenas ao exacerbado culto ao capitalismo que se instalara.
Ainda nos dias atuais, fala-se muito em qualidade de vida, mas não se age na mesma proporção e o reflexo dessa inércia é demonstrado por meio das relações interpessoais, desobediência hierárquica, falta de motivação, dentre outros tantos exemplos.
Mais do que uma análise legalista, necessário se faz um estudo social do ambiente laboral em que vivemos. As empresas, sejam públicas ou privadas estão em constante mudança, hoje quase tudo é proibido, sendo permitido somente o que lhes convêm. Aonde querem chegar ninguém sabe, o que se sabe é que nunca foi tão propício expandir o conhecimento sobre o que é a qualidade de vida no meio ambiente do trabalho.
O ambiente de trabalho é o local onde as atividades laborais são desenvolvidas. Nele passamos mais tempo se levarmos em consideração nossa rotina semanal e se não há equilíbrio ambiental naquele meio, esse desequilíbrio se desenrolará em outros momentos de nossas vidas.
Não pretendo aqui trazer uma visão romântica, mas tão somente fazer uma breve explanação que a qualidade de vida no meio ambiente do trabalho é necessária e possível, afinal, mais do que um direito fundamental de terceira geração, o meio ambiente está intrinsecamente ligado à dignidade da pessoa humana e um ambiente de trabalho saudável garante ao trabalhador maior motivação e dedicação.
Uma revolução dentro dos órgãos públicos também não é meu objetivo, mesmo porque isso não seria justo com os anos de tradicionalismo do método amplamente utilizado na Administração Direta em todo o Brasil, mas preciso consignar que a flexibilização de horários, salas de descanso para aqueles que não saem do ambiente de trabalho nem mesmo no horário de almoço, locais adequados para alimentação, unidade de creche para filhos de servidores, profissionais da área de saúde, ginástica laboral, ações baseadas na ergonomia, adequando-nos às funções que ocupamos, bem como um maior comprometimento em respeito às pessoas, não seria de todo ruim.
Também devemos lembrar que o servidor público é um ser humano, não merece nem poderia ser tratado de forma diferente, mas o que se vê cotidianamente, são notícias de nomeações, exonerações, designações para compor comissões por meio do Diário Oficial, ninguém sequer sentou com o servidor para explanar os motivos daquela tomada de decisão e quando este cai em sua produtividade, entra em depressão e precisa pedir licença, aí sim, é duramente criticado.
Como ter qualidade em um ambiente no qual as pessoas agem dessa forma? A qualidade de vida no meio ambiente do trabalho depende da soma de esforços de todos, precisamos uns dos outros, se o ambiente no qual laboramos nos valoriza e permite que sejamos ouvidos, participemos dos atos e decisões, sejamos assistidos em algumas necessidades fundamentais, vir para o trabalho se torna um prazer, um motivo a mais para permanecermos onde estamos e dessa forma o equilíbrio será facilmente alcançado, pois haverá maior produtividade, satisfação, motivação e a excelência será mera consequência.
A breve ideia do que vem a ser a qualidade de vida no meio ambiente do trabalho foi tema de minha monografia na última pós-graduação cursada e acredito que deve ser implantada e respeitada em todos os órgãos públicos municipais, estaduais e federais.

Marcela Prado

Sejam bem-vindos!

Olá!

É com muita satisfação que apresento-lhes a minha página sobre Meio Ambiente, uma paixão avassaladora que invadiu o meu ser há quatro anos e desde então despertei o interesse pela leitura, escrita e tudo o que envolve esse tema tão rico, mas não menos importante do que nossa própria vivência enquanto seres humanos.

A ideia é publicar meus textos, curiosidades e tudo o mais que houver sobre o assunto Meio Ambiente, independente de qual seja sua faceta: meio ambiente natural, urbano, cultural, do trabalho e patrimônio genético.

Sugestões, críticas e o apoio de cada um de vocês serão sempre muito bem vindos!

Forte abraço,

Marcela Prado